Vai um carro voador aí?

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E olha que estamos de volta com o assunto carros.

Claro que tenho que voltar ao assunto de vez em quando. Afinal sou entusiasta do assunto e o mercado automotivo é muito bizarro.

Bizarro pode ser uma qualidade, já que eu considero os desafios como os principais meios de evolução da engenharia.

Estávamos (ou melhor, estamos) discutindo sobre o impacto dos carros elétricos que finalmente estão chegando em produção massificada. Discutindo seus prós e contras, fazendo estimativas, gerando planilhas para compreender seus custos, autonomia, pontos de recarga, etc.

Na verdade, o assunto estava vivo, mas ficando repetitivo, assim como uma única certeza: eles são o futuro inegável.

Aí só posso imaginar a cara das montadoras (e suas fabricantes de peças), ao ver a notícia que a Lilium e a AeroMobil soltam no mercado.

Voar, voar, subir, subir…

A Lilium, anuncia seu jato particular. Um veículo que parece o casamento entre um Harier, um Cesna e um drone militar. Digno de ser chamado de uma criação moderna de Victor Frankenstein.

Antes de mais nada, vamos explicar que é um protótipo testado, a máquina existe (não é apenas computação gráfica).

O objetivo da marca é oferecer um serviço autônomo de táxis aéreos.

Você poderia pedir um vôo através do aplicativo e a aeronave se deslocaria para um ponto cadastrado próximo a sua localização.

Que sonho para a Uber (que já sonha em retirar os motoristas de sua equação) agora poder vender vôos.

Para aqueles que gostam de detalhes técnicos:

Passageiros: até 5 pessoas

Peso máximo de carga: não divulgado

Tipo de alimentação: elétrico

Decolagem: vertical (lembra do Harier?)

Motorização: 36 turbinas elétricas

Velocidade de cruzeiro: 300 km/h

A pergunta é: Quando?

De acordo com a linha do tempo fornecida pela própria Lilium, a estimativa de implantação é em 2025, portanto ainda tem chão pela frente.

Mas isso não é um carro, cadê o carro?

Exatamente, este é um possível substituto para o uso de muitos carros, mas ainda estou devendo o título da matéria, vamos lá.

Você gosta de besouros? Espero que goste de insetos ao menos, ou vai achar o projeto da AeroMobil um tanto quanto estranho.

Bem vindo a verdadeiro carro com asas!

 

Aí está uma verdadeira versão híbrida. Podem não encontrar o elo-perdido, mas com certeza temos criatividade para criar alguns.

O projeto tão criativamente nomeado de “Flying Car” (carro voador, em tradução direta), é um veículo que possui o tamanho de uma vã (padrão americano).

Ao contrário da proposta do veículo anterior, este veículo não tem a intenção de servir para o transporte em massa. O veículo para duas pessoas procura tender ao mercado de milionários e empresários que buscam por “carros” inusitados e exclusivos.

A proposta do carro é conseguir servir com eficiência tanto para o uso em rodovias quanto para vôos. Para isso foi desenvolvido um sistema mecânico que transforma o carro numa aeronave em apenas 3 minutos.

Voando, mas só lá no alto mesmo.

Com a proposta híbrida, o Flying Car acaba não sendo muito rápido em solo. Sua velocidade máxima é de 160km/h com uma aceleração de 0-100 de 10 segundos. Se você comparar com uma tabela de testes automotivos, verá que são valores não muito melhores que alguns carros populares. Já no ar, o veículo consegue atingir até 360km/h.

Sua autonomia é de cerca de 400km em percurso rodoviário e de até 750km para percursos aéreos.

Diferentemente do veículo da Lilium, o Flying Car faz uso de um tanque de 90 litros de gasolina.

Como já havia dito, conforme padrões americanos, o carro não é muito maior que uma vã. Mas quanto ele se transforma na aeronave, sua largura passa dos 8 metros.

Mesmo que ignoremos qualquer empecilho quanto as leis, ainda seria impossível decolar de uma rua comum, principalmente porque são necessários quase 400 metros de aceleração para início da decolagem.

Dados técnicos:

Passageiros: 2

Motorização: Motor 2.0 turbinado, customizado pela própria Aeromobil

Potência rodoviária: 110HP

Potência aérea: 300HP

Velocidade máx/Aceleração 0-100: 160km/h / 10 seg

Distância mínima de decolagem: 397m

Distância percorrida para atingir 15m de altura de vôo: 595m

Dimensões máximas: Rodoviário: C=5,998m L=2,248m H=1,500m

                                        Aéreo: C=5,998m L=8,800m H=1,400m

Então, vamos voar?

Os dois modelos de veículos tem seus atrativos, claro que o Flying car será mais exclusivo (custa só US$ 1,0 milhão), mas não deixa de ser atrativo pra quem tem como comprar uma aeronave (tá caro sim).

Mas a maior questão nem chega a ser a aquisição ou a confiança que o equipamento funcione durante o vôo. Pensando mesmo fora do Brasil (onde com certeza haveria uma luta de classes entre as empresas aéreas e os fabricantes), você vê regulamentações ferrenhas contra o uso de drones.

Tudo bem que drones tem uma questão de privacidade, pois alguém poderia invadir seu espaço privado e te filmar sem problemas. Mas a restrição do uso do espaço aéreo é uma questão muito complexa.

Em locais onde há muito tráfego aéreo, existem muitas regras de altura de sobrevoo que impediriam seu livre uso.

De onde decolar? Com certeza não poderia ser de qualquer rua ou avenida. 

Como regulamentar as pessoas habilitadas para dirigí-los? Isso se aplica no caso do carro, pois como ter garantias que alguém não preparado estaria tentando voar por sua conta no carro “dos pais”?

Muita incerteza sobre a regularização, mas uma coisa é certa: são obras de engenharia invejável que chegarão ao alcance de civís.

Espero que se difundam e que esse tipo de idéia se popularize ao longo dos anos.

Vamos esperando

Fontes:

https://lilium.com/

https://www.aeromobil.com/flying-car/

 

 

 

 

 

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