Concreto após o desastre

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Segundo o professor Chris Pantelides da Universidade de Engenharia de Utah nos estados unidos, desastres como terremotos podem ter suas consequências mitigadas em alguns casos.

O fato é que em vários fenômenos destrutivos como um terremoto as estruturas podem vir a ruir por efeito de solicitações de grande módulo, principalmente nos terremotos. Isso gera um grande impacto, pois é necessária grande mão de obra e tempo para a remoção de todos os escombros da estrutura.

Mas algumas vezes as estruturas suportam de maneira quase heróica as solicitações e sofrem fissuras, rachaduras (que são fissuras maiores) e são comprometidas. Estas estruturas comprometidas precisam de reparos, mas certas vezes apesarem de não terem ido à ruína, não são mais seguras para o seu uso e precisam ser demolidas.

No caso especial dos viadutos, os danos costumeiros sofridos por esse tipo de estrutura é facilmente percebido em seus pilares. Quer seus danos sejam no topo ou na sua base, normalmente levam semanas ou meses para que o reparo seja efetuado e a estrutura considerada apta para uso.

Para mitigar esse problema, o professor Pantelides aplicou a tecnologia de reforço estrutural com fibra de carbono e desenvolveu um sistema prático para reparos dessa natureza.

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Um reforço de barras verticais é feito com perfuração e aplicação de adesivo epoxi, como qualquer engenheiro civil já está acostumado, mas após essa etapa é aplicada uma “camisa” de fibra de carbono que envolve o pilar, gerando uma circunferência. Então esse espaço é preenchido com concreto auto-adensável (ou equivalente), sendo que a fibra de carbono serve de forma para o concreto.

Com esse sistema, que não é lá muito bonito de se ver, o professor conseguiu reduzir o reparo de pilares de viadutos para uma questão de poucos dias. O método já está sendo padronizado e assim será aplicável em diversas ocasiões e lugares.

A aplicação do método de “reparo” de pilares pode ser útil também para recomposição de prédios antigos.

É interessante ver uma notícia americana relacionada ao concreto, já que a indústria da construção norte americana é muito mais dedicada ao uso do aço estrutural do que o concreto. Já citei o uso de fibras de carbono para o reforço estrutural de vigas de concreto, mas agora temos também “times” americanos atuando na disseminação de reforços.

Vale lembrar que no caso dos estados unidos muitas das obras públicas são feitas em concreto, principalmente em rodovias.

Um grande abraço!

20151022_132555Ronaldo Mendes Salles – Engenheiro civil

Fundador do Engenheiro de Pijama

 

 

 

Fontes e créditos:

Faculdade de Engenaria da universidade de Utah

NextBigFuture

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