Olha quem está teclando…internet das coisas

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Apesar da charada no título, esta manchete não é relacionada ao uso precoce de computadores por crianças. (isso pra quem lembra do filme: “Olha quem está falando”).

Aqui vamos falar mais uma vez de IoT (internet of things – internet das coisas), que é essa nova tendência a ter todos os dispositivos de sua casa conectados à internet, desde a TV até a cortina.

Você provavelmente está na onda dos dispositivos wireless, onde cada vez que se vê um cabo acha aquilo um absurdo. Para você, eu aviso que existem pesquisadores tentando inclusive proporcionar uma forma de transmitir energia elétrica sem a necessidade de cabos, mas por enquanto um tanto longe de ser realidade.

Quanto mais se retiram plugs e a necessidade de um meio bem delimitado (como um cabo) para transmissão de dados, eles ficam mais vulneráveis, você pode encontrar mais sobre isso aqui. A nova preocupação agora é com dispositivos mais conhecidos, mouses e teclados. 

Enquanto a preocupação da segurança dos dados parece ter surgido com a adição de mais dispositivos em uma rede wireless, que normalmente não estão relacionados aos computadores, agora voltamos para uma questão primária de segurança. A descoberta de que teclados e mouses wireless estariam desprovidos de criptografia gerou uma grande preocupação entre usuários.

Com isso um hacker poderia captar a frequência em que seu mouse e/ou teclado funcionam e assumir controle do computador. Seria algo como vemos nos filmes de espionagem, onde alguém senta num local próximo à vítima e outro a distrai para que possam roubar os dados ou instalar algum programa.

Marcas significativas como Dell, Lenovo e Logitech tiveram seus teclados e mouses testados e foram encontrados modelos suscetíveis a ataques de hackers em vários modelos. A questão está na comunicação entre o dispositivo o pequeno adaptador usb que é conectado na porta do computador. A maior parte desses adaptadores possui sistema de criptografia 128 bits, mas que devem ser acionados pelas montadoras.

A questão é amenizada pelas montadoras, que afirmam que mesmo com esta fragilidade, o hacker necessitaria estar entorno de 90m da vítima, coisa pouco provável a um hacker.

Em uma questão pessoal, não me importo com a proximidade de um hacker, mas sim de pensar que as empresas de tecnologia, responsáveis pelos dispositivos que usamos, compram ferramentas capazes de proteger nossos dados, mas simplesmente escolhem não fazê-lo.

Algo é estranho nesse tipo de medida (mesmo que se seja para cortar gastos). Sempre virão à mente os casos de vazamentos de dados por sites como Wikileaks e outras pessoas chave do departamento de inteligência americano, que mostravam que agências desejavam criar falhas de segurança para facilitar seu próprio trabalho.

Só para acalmar, as empresas citadas estão revendo seus dispositivos e estão corrigindo o problema. Provavelmente quando você comprar seu próximo mouse ou teclado wireless, não terá com o que se preocupar.  Pelo menos com mouses e teclados…

Um grande abraço!

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