Luvas e terminais para ancoragem de barras

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Olá senhores e senhoras engenheiros, curiosos e afins.

Assisti a uma palestra realizada no Instituto de Engenharia de São Paulo sobre a utilização de luvas para emenda de barras ministrada pelo Eng. Manuel Conde.

O foco da palestra foi voltado para quebrar o paradigma de nós, engenheiros civis, enxergarmos a utilização de luvas como apenas uma questão de transmissão de esforços entre peças separadas (especialmente no caso de ligação entre elementos pré-moldados), para enxergarmos que elas podem ser uma alternativa para o usual comprimento de traspasse de barras.

Os pontos abordados foram a menor quantidade de barras para serem alojadas na seção e por consequência maior facilidade de posicionamento de barras quando houver armadura de ligação entre elementos. Para combater a questão do custo o palestrante nos lembrou do comprimento de traspasse de nossas barras na camada superior das peças. Como existe um movimento interessante ocorrendo no país para que a indústria da construção civil se adeque a processos mais limpos e que apresentem um aspecto industrializado e menos artesanal, a proposta consegue se inserir nesse nicho.

Até este ponto a palestra já havia de certa forma cumprido sua função, mas o que mais me chamou a atenção foi a apresentação de terminais de barras para ancoragem.  

Terminal de ancoragem

O conceito por trás do mecanismo é o conhecido cone de arrancamento. O interessante da proposta é que se substitua as dobras de barras apenas por esse mecanismo, com isso novamente teríamos vantagem no alojamento das barras dentro das peças. Conforme calculo feito com base na norma ACI 318 itens 12.5 e 12.6 o comprimento de ancoragem necessário ainda é reduzido em 20%.

tabela oferecida pelo fabricante para comparação entre as ancoragens convencional e com o uso de terminais
tabela oferecida pelo fabricante para comparação entre as ancoragens convencional e com o uso de terminais

Entre as obras que utilizaram esse tipo de tecnologia está o monotrilho da linha ouro de São Paulo.

Fica agora a tarefa da avaliação se estes dispositivos apresentam realmente uma saída mais econômica para a construção.

Um grande abraço

Ronaldo Mendes Salles

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