Instale já – impulsionando a energia solar

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O governo americano vem dando muitas provas de que quer fisgar o mercado mundial de energia solar.

Para isso ele impulsionou o mercado interno a melhorar a eficiência e sua estrutura para depois alçar vôos mais longos. Essa é uma estratégia muito inteligente a ser adotada, quando um país resolve estimular seu mercado interno a se aprimorar e depois já ter experiência para chegar a níveis internacionais, mas como eles fizeram isso?

O governo americano resolveu em 2005 que a partir de 2006 daria um retorno de 30% para quem investisse em energia solar. Isso mesmo, seus gastos seriam recompensados com um bônus de 30% do custo a ser fornecido após o sistema entrar em funcionamento. Esse programa tem data limite de 31 de Dezembro de 2016, portanto às vésperas do fim do prazo, a produção, instalação e acionamento dessas usinas de energia tiveram um enorme crescimento. Em 2015 nos Estados Unidos foram instalados 7,4 GWh de energia solar, batendo 2014 quando foram instalados 6,3 GWh. Para se ter uma comparação, Itaipu tem 14 Gwh de capacidade instalada, portanto os Estados  Unidos estão crescendo sua matriz energética de quase uma Itaipu por ano (o que é impressionante). Para 2016 eles esperam dobrar a marca de 2015, instalando 15,4 GWh. Uma marca impressionante a ser conferida até o fim do ano.

Mas os EUA não estão sozinhos nessa geração, no mundo todo em 2015 foram instalados 54 GWh de energia solar, o que daria para abastecer completamente um país como o Brasil. As previsões é que os investimentos não parem por enquanto, e que cheguemos a 2020 com os maiores participantes na produção de energia solar sendo: China (180 GWh), EUA (83 Gwh) e Japão (57 Gwh).

Os investimentos americanos devem decair muito, mesmo com a extensão do programa de benefícios para 2019, pois sem o incentivo as empresas americanas devem se focar no mercado internacional, como já é esperado que a maior parte dessas novas unidades produtoras seja feita através de empresas americanas de energia solar.

Então…

Isso é o que eu tenho como uma política aberta de desenvolvimento da indústria nacional. Ajudar o seu mercado interno a desenvolver-se e depois deixar que ele se expanda por conta própria. Claro que as condições que tornam tudo isso possível estão já presentes no mercado americano que possui um sistema de produção muito desenvolvido aliado ao estudo intensivo de tecnologia. Adaptar um modelo como este para o mercado brasileiro tomaria muito planejamento e diversas etapas preparatórias.

Um grande abraço!

20151022_132555Ronaldo Mendes Salles

Engenheiro Civil – Fundador do Engenheiro de Pijama

 

 

 

Fontes e imagens:

MIT Technology Review

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