Fotossíntese tunada

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Como resolver o dilema da falta de crescimento na eficiência do plantio? Cada vez mais é complicado dedicar mais áreas para plantações, seja por falta de espaço ou simplesmente porque nem toda o solo é apropriado para plantio. Tudo isso fora os dados que apresentam que as fazendas estão tendo queda de eficiência ao invés de aumento (muito se deve aos fatores climáticos).

Então, finalmente uma pesquisa extensa com 12 laboratórios diferentes, liderada por Paul Quick o “Consórcio C4” conseguiu averiguar que suas plantas começaram a produzir aspectos de uma versão melhorada de fotossíntese que eles estão desenvolvendo.

O princípio foi bastante simplificado para leigos (como eu), o que ocorre nas plantas hoje é que o processo de fotossíntese gera células que são formadas por grupos de moléculas com 3 elementos carbono, então como o nome da iniciativa sugere, foram inseridas células com 4 carbonos em suas moléculas, de forma a estimular o crescimento mais rápido.

A aplicação do estudo está se focando nas plantações de arroz, mas simultaneamente há interesse por testes com milho. A estimativa dos cientistas é que essa metodologia possa ser um tremendo avanço em todos os aspectos da agricultura.

Por que arroz? Simples, arroz faz parte da dieta global e conforme dados nutricionais, cerca de 33% de toda energia ingerida pelos seres humanos provém do arroz. Abaixo vou relatar alguns dos fatores que fazem tudo isso importar de verdade.

Produção em maior escala:

De acordo com as estimativas, o processo pode gerar um aumento de até 50% na produtividade, então seria possível alimentar muito mais pessoas com o mesmo espaço que se têm hoje.

Redução de área:

Com o aumento de produtividade citado acima, seria possível ter até mesmo uma redução da área de plantio sem perda de produção.

Menor consumo de água:

O processo somente acelera a absorção de carbono, não implicando em outros pontos, então não há aumento do consumo de água. Nesse caso, seja uma maior produção com o mesmo consumo de água, ou uma área menor a ser irrigada, o uso da água será otimizado.

Redução da produtividade:

Nos últimos anos as produções agrícolas têm caído ao invés de aumentar. O clima está mais difícil de prever e muitos desastres naturais têm destruído plantações.

Hoje o estudo está andando à passos lentos, principalmente porque o método de desenvolvimento usado ainda é o mesmo que pesquisadores da área utilizam para produzir plantas híbridas em estufas. O passo a ser dado é começar a modificação no DNA dessas plantas, mas ainda não se sabe ao certo quais partes do DNA devem ser alteradas, portanto ainda há um futuro obscuro para esta tecnologia.

Conforme assumido pelo consórcio, infelizmente ainda teremos de esperar por algo entorno de uma década para ver esse tipo de fotossíntese consolidados e aplicados ao cultivo em larga escala.

Um grande abraço!

20151022_132555Ronaldo Mendes Salles

Engenheiro Civil – Fundador do Engenheiro de Pijama

 

 

 

Fontes e imagens:

MIT Technology review

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