Estacionado pela Tesla

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Elon Musk é um cara polêmico. Ele se esforça ao máximo para chocar e se mostrar superior aos seus concorrentes da indústria automobilística. Sua personalidade marcante e sua insistência em se chamar de inovador confere a ele uma vaga na disputa de novo Steve Jobs.

Há algum tempo ele fez uma declaração que pretende chegar o mais próximo possível do carro autônomo, o que muitos consideraram uma jogada comercial, mas não podemos dizer que ele não está tentando.

Com seu modelo S, a Tesla Motors está tentando transformar o conceito de estacionamento para mais próximo do que muitos de nós viram no filme 007: O amanhã nunca morre. Um carro que é capaz de estacionar somente com a ajuda de um controle remoto. No caso, o veículo tem uma central multimídia com vários recursos que são atualizados para dar lugar aos novos recursos que vão sendo testados.

Pra quem não conhece, a Tesla Motors é uma companhia com o propósito de inovar. O foco é impressionante, pois até agora conseguiu se manter somente com o modelo S lançado para o mercado. Todos os carros da empresa tem o objetivo de fornecer tudo de forma diferente do que as outras marcas vendem, por determinação seus carros serão elétricos com características peculiares. A bateria do veículo é necessária para todo o funcionamento do veículo, tanto que mesmo com ele parado há o consumo de 1% por dia. A princípio isso pode parecer irrelevante, mas para viagens mais longas ou aqueles que usam o carro para ir ao aeroporto e o deixam por lá. Imaginem que você passou duas semanas em viagem, isso já deixa 81% de bateria a serem utilizadas para a ida e a volta (contando com a folga de 5% mínima pedida pela marca para não parar o funcionamento do veículo).

Mas vamos deixar de falar da bateria, pois seu consumo é como o consumo de qualquer veículo, onde as recomendações para sua otimização são as de sempre, como evitar acelerações desnecessárias, andar com pneus calibrados e de diferente, somente o uso do freio de recuperação de energia acionado quando retira-se o pé do acelerador. Cuidado com o termo freio, pois na verdade se trata somente de uma desaceleração ao acionar o sistema de recuperação.

Mas a grande novidade do veículo é que além de além de poder utilizar os carros ao redor para ter diretrizes de sua posição, velocidade e até mesmo mudança de faixa, ele agora pode entrar na garagem ou sair dela por conta própria.

Estacionar já é uma coisa que vários carros fazem de forma quase autônoma, mas o modelo S faz isso sem nenhuma intervenção do motorista (diferente dos sistemas encontrados nos demais carros). O sistema de “invocação” ou “chamado” é a utilização dos recursos utilizados pelo controle de navegação com a adição da identificação da vaga que deve ser feita por intermédio de um controle remoto (o controle do veículo) e a abertura automática do portão. A integração dos sistemas é feita pelo software do próprio carro, onde foi incluso um controle universal de portões que deve ser regulado pelo proprietário. O carro estacionar sem nenhum integrante dentro do mesmo é muito interessante.

Apesar da aplicação interessante da tecnologia, muitas dúvidas se abrem. Quais as posições em que o carro pode ser estacionado e o sistema funciona? Até onde a interação com o usuário pode causar problemas na operação? Se o carro estiver carregando, ele se movimentará mesmo assim? Seria possível a inclusão de um GPS no controle e fazer o carro chegar até esta posição?

O objetivo é que nos próximos anos os carros Tesla sejam completamente autônomos.

Muitas coisas ainda estão em estudo, mas o modelo S da Tesla é um laboratório ambulante, onde os donos prazerosos desfrutam do prazer de inovar.

20151022_132555Um grande abraço.

Ronaldo Mendes Salles

 

 

 

Fontes e imagens:

Tesla Motors

http://jalopnik.com

Raphael Orlove/Jalopnik

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