EPC o drama dos pacoteiros #2

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Continuação das postagens sobre o modelo e pacotes EPC, e lá vamos nós!

Uma das maneiras de se reduzir custos com a contratação por EPC (engineering, procurement & construction), é fazer o faturamento direto das empresas subcontratadas com o cliente.

Agora, isto não é exatamente a opção mais favorável ou digamos desejada pelas empresas líderes dos pacotes. Isso porque se há faturamento direto, o custo com as empresas subcontratadas fica aberto para o cliente, mas a responsabilidade continua com a líder do pacote.

Imagine o exemplo da matéria da semana passada, caso o cliente soubesse os custos das empresas 2 e 3, a empresa 1 teria de expor e justificar seus 5% de risco/administração. Justificar riscos e percentuais certas vezes é  mais fácil, do que evitar que esses valores sofram desconto, junto com o restante do pacote em uma eventual rodada final de negociações.

Pessoalmente, não recomendo a redução do custo de administração aplicado sobre empresas subcontratadas. Isso porque como prova a prática, todas as empresas envolvidas no processo precisam ser geridas. Alguém vai ter de arcar com os custos de gerenciamento, é preferível custear do que não haver gerenciamento.

Pela minha experiência, faturamento direto pode causar outro efeito colateral um pouco estranho. Já diz uma frase popular no meio em empreendedor, “cliente é quem paga”.  Então se os pagamentos provém do cliente final quebra-se um pouco da hierarquia e as partes começam a ter mais dificuldade no gerenciamento.

Problemas ao longo do tempo.

O modelo de pacotes, constitui em entregar uma obra pronta, pelo preço vendido na etapa de negociação. Mas e se houverem mudanças no meio do processo? 

Lidar com esse dilema tem sido exatamente o que tira o sono de muitos engenheiros e coordenadores. Certas vezes até mesmo quantificar o impacto das alterações é difícil.

A forma como todo este processo se desenrolará, depende muito da estratégia da empresa e também da personalidade que ela deseja transmitir.

De qualquer forma, existe uma “queda de braço” onde o poder de influência das empresas é constantemente avaliado durante a execução da obra. É recomendável que cada vez que é determinado um desvio, se faça uma reunião para que se obtenha definições claras sobre como isso será tratado.

Há exemplos de empresas que paralisam suas atividades, em caso de não haver acordo sobre modificações. Mas há casos também de de empresas que não paralisam e acumulam a conta e os acertos para a parte final do projeto.

A questão é que quanto mais tempo passa, mais o empreendimento chega ao seu final e conforme isso ocorre, a “força” de veto dos “pacoteiros” se reduz. Não há saída ganha-ganha pronta, ambas as medidas podem gerar problemas de relacionamento com o cliente, ou novas oportunidades. Isso já fica na competência da equipe de coordenação e vendas.

Para questões desse tipo é que existem métodos de avaliação como as arbitragens. Mas estes métodos são demorados e caros. A alternativa mais recente é a adjudicação, muito proposta por várias iniciativas particulares.

se quiser saber mais sobre o que é a adjudicação clique aqui!

Pessoal, acho que com isso terminamos o que queria falar sobre o regime de EPC. Quem sabe mais à frente falamos mais ou trocamos para falar também de outros modelos de empreendiments.

Um grande abraço!

 

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