Drones, queridos drones.

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn

Faz algum tempo que desejo escrever sobre drones, mas recentemente notei uma série de opiniões divergentes sobre o uso e aplicação desses intrigantes pedaços de metal voador.

Como drones voam, a primeira coisa que as pessoas pensam com drones é que eles são ótimos brinquedos para substituir os aeromodelos, “Veja papai, um helicóptero de 4 hélices!”. Parece bobagem, mas é assim que muitas pessoas encaram os drones. Não que eles não possam ser um meio de entretenimento, mas esperamos mais deles e é função dos engenheiros participar das discussões e do desenvolvimento dos mesmos.

A segunda ideia que costuma passar pela cabeça de um ser humano normal, é a de promover o sobrevoo. Vamos simplesmente colocar uma máquina não registrada no ar e vamos nessa, o horizonte é o limite. Novamente não funciona bem assim, dentro de uma propriedade privada é até possível, mas no espaço público todo o entorno (conhecido como espaço aéreo) é controlado por leis governamentais e militares, que devem ser obedecidas. No Brasil ainda não existe nenhuma regulação sobre o uso de drones em nosso espaço aéreo, então usá-los é aproveitar uma brecha na lei, o que pode ser tão correto quanto errado. Sobrevoo de carga, ainda é experimental, mas acredito que todos sabem que uma marca de pizza americana produziu um comercial onde entregava seus produtos com o uso de drone, alternativa tentadora. Ainda sobrevoando, espera-se que drones sejam úteis para mapeamento de terrenos, mas eles sobrem de diversos problemas além da atual discussão legal. Os equipamentos vibram muito e prejudicam o foco das fotos, a altura de voo não está bem definida, custo elevado do hardware. Muitos avanços estão sendo realizados em termos de softwares para que esse tipo de tecnologia possa ser barateada e somente as fotos tiradas possam fazer o trabalho, mas nesse caso existem restrições para os tipos de câmeras e lentes (não há como usar uma GoPro).

Depois das idéias mais óbvias, vem aquelas que necessitam de divulgação, são aquelas que parecem bobas, ou tão malucas que muitos não enxergam no que isso possa ajudar, mas ajudam muito. entre estas idéias está o uso colaborativo de drones para tarefas em comum, baratear o custo dos equipamentos e ensinar a interação com outros objetos. Logo abaixo você pode consultar alguns vídeos que mostram exemplos claros em ação.

Drones que funcionam sem GPS, e se gerenciam no espaço por fórmulas matemáticas vindas de suas câmeras, “celulares voadores”, transporte de carga por áreas complexas, escaneamento de plantações e mini-drones que podem resistir a impactos.

Como construir máquinas que se adaptem a diferentes problemas e falhas mecânicas, simulem ambientes e que possam “enfrentar” interferência externa

Leitura de ambientes, capacidade de se guiarem sem necessidade de sinal GPS e atuação em grupo faz com que se pense em como são feitos os reconhecimentos de prédios em casos de emergência. O uso dessas máquinas poderia localizar danos estruturais em edifícios após terremotos ou outros tipos de desastres naturais. Poderiam localizar pessoas com mais agilidade, transportar pequenas ferramentas em local de difícil acesso.

Ainda veremos muito desses pequenos elementos voadores agitando a comunidade por aí, estamos atentos para ver o que sairá dessas tecnologias e um dia chegará até nós de forma mais concreta.

Imagem: Canal TED no YouTube

Um grande abraço.

Ronaldo Mendes Salles

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *