Design e seus consumidores

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Don Norman traz 3 aspectos que, segundo ele,  faz com que as pessoas se interessem por um objeto e seu design. Produtos que dão a sensação de controle, produtos que são esteticamente atrativos, e produtos que não nos causam mal estar quando o temos por sentirmos que de alguma forma não estamos extrapolando no nível do aceitável.

Como criar um produto para grandes vendas se trata de um alto número de pessoas, vamos abordar, psicologicamente, o comportamento em grupos para facilitar a nossa compreensão.

Primeiramente precisamos entender que é muito fácil as pessoas funcionarem no automático e não pensarem sobre suas ações. Quando elas vêem que todo mundo está comprando, então é quase um reflexo que comprem também, e muitas vezes nem sabem por que gostam do que adquiriram.

Há 3 grupos de que podemos destacar neste caso: o primeiro são aqueles que vão comprar porque está na moda e todos têm, que geralmente são os que mais agem sem refletir sobre o produto em si, mas sim na questão social envolvida em ter ou não o objeto. No segundo grupo estão aquelas pessoas que querem realmente algo diferente, não necessariamente melhor, só não conseguem ficar com a mesma coisa sempre. E no último, o mais consciente de suas ações, estão as pessoas que buscam algo melhor em vários aspectos por acharem que isso tem mais utilidade para elas. Este grupo é que, normalmente, abre o mundo do consumo de um objeto específico para os demais.

Este último grupo de pessoas sente a necessidade de melhorar um objeto, ou adquirir algo que não tinham, por ele ter uma função real em sua vida, já os demais, geralmente compram pela necessidade que a pressão social falsamente cria de que ela também precisa ter o que os outros têm para serem importantes como pessoas.

Quando o Don traz estes três conceitos, acredito que não funcione com todos, pois alguns nem prestam atenção nisso, mas para quem vai iniciar a “moda”, estes aspectos fazem sim diferença com certeza.

Ter a sensação de controle em tudo o que se faz realmente traz um bem estar muito grande, e isso se reflete também no que se compra.

Ninguém compra algo achando feio de propósito, a beleza é requisito fundamental para uma aquisição, lembrando que o conceito de beleza é individual e muito particular, mas este aspecto também pesa bastante no design de um produto.

Porém o último ponto trazido pelo palestrante, só fará sentido se a reflexão for em relação à pressão social,  ou seja, se os outros rejeitarem de alguma forma ou estranharem tal objeto, independente do motivo. Muitas pessoas não se preocupam em ostentar algo que seja fora da realidade dos demais para sentir um alívio de consciência, mas se sofrerem uma rejeição social por adquirirem algo, seja em forma de crítica, olhares estranhos, comentários, isso sim pode trazer impacto sobre a possível compra.

A aquisição de produtos não está relacionada somente ao design, mas também à validação do consumidor como sujeito perante a sociedade, como temos discutido. Um produto é importante para ele, se tem a função de reafirmá-lo como pessoa perante os outros, ou seja, se traz um senso de pertencimento, de valorização, de importância, de relevância… Ele compra algo que também dê significado em nas suas relações sociais. Principalmente para os dois primeiros grupos, que talvez sejam a grande maioria dos consumidores em nosso país e atual sociedade.

carla egidioCarla C. Egídio Lemos

Psicóloga Clínica – www.carlaegidio.com.br

 

 

 

Fontes e Imagens:

TED

 Design & Emotion 

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