Da ficção para a realidade, TARS?

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Quem é fã de ficção científica já deve ter imaginado o tema da postagem só pelo nome do TARS, usado para um robô muito peculiar no filme “Interestelar”.

Robo TARS no filme "Interestelar"
Robô TARS no filme “Interestelar”

Pois, acredite se quiser, existe um programa da NASA que desenvolve exatamente robôs para ajudarem na pesquisa e exploração espacial. Muito diferente dos robôs de “Interestelar” o projeto usa o conceito que os robôs tem de ser capazes de fazer os mesmos trabalhos que um ser humano faz sem necessidade de adaptação dos sistemas, por isso são todos em formato humanoide.

Robô R2 Fonte: NASA
Robô R2
Fonte: NASA

O projeto é desenvolvido em parceria com a GM (General Motors) desde 1996, portanto ao invés da realidade se inspirar na ficção, desta vez provavelmente ocorreu o contrário. Já existem alguns robôs em funcionamento na estação espacial internacional desde 2011, mas eles são ainda muito dependentes da ação humana.

A inteligência artificial desses robôs não chega a permiti-los  tomar decisões aleatórias sozinhos, eles apenas interagem dentro das tarefas requisitadas por meio de entrada de programas ou agem como avatares dos astronautas para missões em locais onde eles não conseguiriam chegar.

Apesar do formato humanoide, esses robôs não possuem pernas, eles são formados por torsos com cabeça, braços e mãos, mas eles ficam em uma posição fixa onde exista uma base de suporte. Em adaptação para missões de exploração, já foram anexadas rodas para permitir maior mobilidade.

Robô R2 Fonte: NASA
Robô R2
Fonte: NASA

 

A grande novidade é que a NASA promoveu uma “disputa” entre universidades para decidir qual delas poderia colaborar com a melhoria desses robôs e quem sabe produzir o primeiro que seja autônomo o suficiente para fazer a viagem até Marte.

As universidades vencedoras foram o MIT (como deveria ser esperado) e a Northeastern University, contempladas com uma verba de U$250.000,00 por ano e colaboração e assistência dos profissionais da NASA no processo (colaboração dos astronautas que não estão em missão, escute a entrevista do astronauta brasileiro Marcos Pontes no nerdcast #484). As universidades deverão mostrar resultados à NASA daqui 2 anos.

Todas estas parcerias tem o objetivo de melhorar os sistemas existentes hoje de forma a promover a tecnologia tanto para fins espaciais, quanto para que elas sejam absorvidas pelas empresas e colaboram no desenvolvimento acelerado de novas outras tecnologias.

Um grande desafio pela frente, muito dinheiro a ser gasto e muito interessante de imaginar o que pode ser feito.

Vamos acompanhar o que vem por aí.

Um grande abraço!

Ronaldo Mendes Salles

Fontes:

Site da NASA

IFL Science

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