Custo unitário #1 – de grão em grão…

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Vamos continuando  nossa série sobre modelos de contratações com agora o modelo de custo unitário.

Custo unitário é o modelo baseado na concorrência a partir dos valores de custo dos itens do projeto, como: concreto, formas, aço, escavação, etc.

Para que este sistema funcione, é necessário que a empresa que organiza a concorrência forneça um único quantitativo de serviços para todos os concorrentes. Mesmo assim, cada empresa avalia a lista (que normalmente é uma planilha já no padrão do cliente) de serviços e verifica se há algo que ela acredita que esteja faltando. Isso é claro, só fica a critério da empresa, pois algumas vezes as concorrentes só preenchem os valores e se preparam para cobrar qualquer outro custo não descrito.

Por esse motivo, é interessante que haja um canal livre para contato entre o cliente e as concorrentes. Dependendo da política adotada, pode haver contato direto individual entre as concorrentes e a equipe responsável pelo levantamento dos serviços e materiais, ou não.

Este modelo acaba sendo o mais simples para as construturas, pois não ficam com a responsabilidade do levantamento dos serviços e também tem uma grande chance de se eximir de responsabilidades de estouros de orçamentos. Portanto haverá um grande gerenciamento dos materiais utilizados na obra por parte do cliente.

A questão do custo unitário é que o preço fornecido ao cliente não é apenas uma cotação de materiais orçados com os fabricantes/produtores. Os custos devem incluir os custos para aplicação dos materiais, transporte, armazenamento, sua utilização e disposição. 

Algumas vezes as concorrentes podem separar estes custos, apresentando em separado os custos dos materiais do seu custo de execução (que também é conhecido como administração). 

De certa forma, este modelo produz um “raio X” mais íntimo das concorrentes, já que provavelmente a diferença entre o custo dos fornecedores com quem elas cotaram não será tão relevante. Em obras de grande porte, os grandes volumes chamam a atenção e o número de empresas capazes de atender à demanda é reduzido. O efeito colateral é que como se reduzem os “players”, (como está na moda falar termos do mercado financeiro…) os acordos de confidencialidade acabam quase sem efeito. Todos sabem do que e de quem você está falando.

Os custos de execução são os itens mais preciosos das construtoras, pois é neles onde residem todas as avaliações da empresa.

Para se chegar ao valor de custo de execução é necessário avaliar todas as etapas construtivas. Avaliar custos de terceiros, horas trabalhadas, eficiência, horas extras, etc. Uma série de itens de desempenho e trabalhistas são embutidos e por fim também o fator de risco e a margem de lucro.

Não conheço uma empresa que se sinta à vontade em revelar sua margem de risco e/ou lucro. Este também é um fator de suma importância para a manutenção da autonomia do mercado.

Mas não espere que seu cliente entenda isso, ele sempre irá questionar e tentar descobrir o quanto poderá pressionar para baixar o preço.

Bem, este texto já está grande, então vamos deixar para semana que vem mais alguns detalhes sobre este modelo.

Vamos falar sobre os riscos para as contratantes e para as concorrentes.

Um grande abraço!

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