Confiando no vidro

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A engenharia civil usa para construção aço, concreto e madeira, certo?

Por mais que pareça uma afirmação antiga, é assim que ainda se é ensinado. Além do fato que realmente estes materiais são ainda os mais utilizados, onde os demais materiais, como os polímeros, são aplicados em pequenas proporções dentro destes.

Apple-Store-by-Bohlin-Cywinski-Jackson-Architects-Shanghai-02Para ajudar a quebrar o paradigma estacionário que desencanta muitos profissionais, tem de existir pioneiros e obcecados em mudar as coisas. O escritório Halcrow Yolles e Eckersley O’Callaghan Structural Design têm se empenhado em conseguir usar o vidro de maneira mais abrangente. Entre os projetos mais citados estão os projetos das escadas das Apple Stores espalhadas pelos Estados unidos.

Mas muito além disso, o pioneirismo está de na construção de ambientes inteiramente de vidro. Ambientes que não estejam diretamente no chão, mais precisamente um anexo pra fora de um prédio a algumas centenas de metros do chão.

Ledge_4021Este é o Skydeck, que fica na Willis Tower em Chicago. Se trata da experiencia em conhecer como seria uma estrutura inteiramente de vidro, inclusive em sua estrutura de suporte. O material é formado por 5 camadas compostas que proporcionam uma boa durabilidade e segurança.

Como o projeto ainda é pioneiro, muita coisa ainda se tem aprendido sobre o vidro. Este material extremamente antigo sofreu poucas melhorias durante as últimas décadas, e finalmente está chamando a atenção novamente. A proposta é fazer com que as pessoas entendam que o vidro é mais do que se pensa, que merece ser explorado e diversificado com mais usos na construção.

Até hoje a comunidade científica se questiona sobre a correta classificação do vidro, pois ele compartilha dos estágios sólido e líquido, mas não tem sua estrutura cristalina ordenada, causando pequenas deformações. O vidro fica frágil com muita facilidade, o que tem provocado os pesquisadores a aplicar diversas camadas de proteção para impedir que ele tenha sua estrutura “quebrada”.

A iniciativa é extremamente importante para o fomento da indústria e muito espero que o interesse seja cada vez maior por recolocar materiais esquecidos em novas funções.

No caso, o custo foi alto (como é de costume no caso dos vanguardistas) sendo que cada cabine custou U$ 40.000,00, um belo custo para um cartão postal.

Um grande abraço.

Ronaldo Mendes Salles

 

Fontes e imagens:

Instituto de Engenharia

Chicago genie

 

2 thoughts to “Confiando no vidro”

  1. O Skydeck é uma experiência super interessante (Eu fui e gostei muito). E mostra como uma estrutura de vidro, cujo aparência é de fragilidade, pode ser segura.

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