Carros, pra que dirigir?

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Carros, sempre nos dando dor de cabeça…

Estou postando matérias sobre carros com muita frequência, mas isso tem motivo. Há muito tempo a indústria tem se focava em apenas fazer alterações cosméticas em seus veículos, isso mudou.

Era comum haver uma fidelização de marca sem motivo prático, principalmente no mercado brasileiro, onde basicamente se escolhia carros apenas pela carroceria.

Recentemente os brasileiros começaram a experimentar tecnologias de assistência à direção. Começamos (este já meio velhinho) com o assistente de estacionamento, mas agora estamos partindo (finalmente) para os sistemas interativos.

Não que estejamos nos aproximando da realidade do que vemos na Europa ou na América do Norte, pelo menos estamos andando. 

Vamos falar das discussões que estão ocorrendo pelo mundo.

Ninguém está exatamente satisfeito como dirigimos os carros hoje em dia. Alguns querem mais dispositivos de forma acessível, mesmo dirigindo. Outras pessoas querem mesmo é parar de dirigir quando der vontade e fazer outra coisa (mesmo sozinhas no carro).

Parece que todos se cansaram de dirigir e desejam que o carro seja apenas aquilo que ele é por definição: um meio de transporte.

Esta guinada no pensamento e percepção da população está causando este grande furor que vemos hoje. 

Estamos já com as gerações que nasceram com smartphone na mão, entrando na faixa etária de interesse dos fabricantes, mas o mercado não se preparou.

Acostumadas com a praticidade de aplicações em suas tarefas diárias, eles querem maior conectividade.

Mesmo com todos os trabalhos e estudos a respeito dos problemas da conectividade excessiva, parece que é um caminho sem volta.

Os motoristas não querem abrir mão de “direitos conquistados”, como usar suas redes sociais em qualquer lugar a qualquer hora.

Os fabricantes estão tentando encontrar a melhor forma de entregar o que lhes está sendo pedido.

Alguns fabricantes como a BMW, estão procurando oferecer telas virtuais, (até mesmo em hologramas) para facilitar o acesso à informação.

Outros fabricantes estão tomando o rumo da automação. Com a premissa teórica de oferecer mais segurança, o carro poderia tomar decisões e ações por conta própria.

 Mas ainda não se entende exatamente como funcionaria. Como seria esse tipo de intervenção e como o motorista reassumiria o controle?

Sempre que penso nisso lembro dos acidentes que ocorriam em simuladores de F1 quando o piloto automático assumia.

Estes dilemas são comuns e já discutidos por alguns pesquisadores. Temos poucas as iniciativas reais de carros autônomos como as da Tesla, Google, Uber (sim, Uber) e Intel (que recentemente aderiu).

Portanto temos um número muito reduzido de empresas com algum domínio ou pesquisa avançada no assunto.

Claramente os fabricantes/montadores de veículos terão de fazer alianças com algumas dessas empresas, ou irão perder tempo em seus lançamentos e suas fatia de mercado.

Não há como dizer exatamente o que irá acontecer (e ainda bem por isso!). Mas é certo que todas as medidas que estão sendo tomadas, tendem a reduzir a atenção ao volante.

Tenho pra mim que todas estas tecnologias novas nos veículos são passos discretos na direção da conexão permanente.

Por mais que os fabricantes ainda não tenham chegado a este nível, imagino os resultados e suas futuras aplicações.

Neste cenário (que só existe na minha mente até o momento), a intervenção na condução ou sua completa automação, é algo extremamente necessário.

Principalmente porque neste futuro hipotético, somente aqueles que gostam de dirigir irão se dedicar a isso, todos os outros se recusarão.

Um grande abraço!

One thought to “Carros, pra que dirigir?”

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