Balões e festa para Loon

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Faz tempo que o Google vem aplicando tecnologias estranhas para promover inovações absurdas.

O Projeto Loon não é nada mais que uma das mais ousadas iniciativas da empresa. Fazer com que a internet chegue em locais, que as empresas de telecomunicação não consideram rentáveis parece loucura, ou muito altruísta. Mas não se encaixa em nenhum dos casos.

Para falar à verdade o Projeto Loon mereceria uma série de postagens com diferentes profissionais da área, prometo que vou me esforçar pra fazer isso acontecer.

Primeiramente o nome Loon vem de uma ave mais conhecida nos EUA que leva este nome. É uma ave desengonçada, mas que por ter asas muito grandes, possui uma ótima autonomia de voo.

Agora vamos começar a me explicar.

Porque não é loucura?

Vamos pensar, seria possível que várias empresas se interessassem pelo mesmo tipo de resultado se ele fosse apenas um devaneio? Creio que você responda dentro da sua cabeça que “possivelmente não”. Baseado nisso já podemos eximir o Google da tal loucura, afinal com o mesmo objetivo temos o Facebook e a SpaceX.

Você que já conhece o Projeto Loon e está lendo isso pra descobrir aonde quero chegar, só posso dizer que o título de loucura poderia ser reatribuído pelo Google utilizar balões, certo? Errado!

Sim, você que, por mais incrível que pareça, não conhece o projeto, venho a lhe apresentar que possivelmente em um futuro próximo, o planeta Terra possa ter internet móvel com sinal abundante por conta de balões sobrevoando sua cabeça a cerca de 20km do solo, protegidos de tempestades e do tráfego comercial. Cada balão possui uma versão de um roteador capaz de atender algumas milhares de conexões simultaneamente e funcionam com energia solar. Eles utilizam as ondas atmosféricas de dados já existentes hoje, o que foi uma grande jogada comercial.

Mas voltemos ao assunto…

Balão é uma tecnologia antiga, mas que é de amplo conhecimento e uso. Imagine que você precisa fazer algo que suba bem alto e fique lá por muito tempo. Para consumir a menor quantidade de energia possível, Loon foca em manter as funções vitais para sua operação e deixa que a operação de subida e sustentação sejam realizadas pelo hélio que preenche os balões. Drones como é o planejado pelo Facebook (pra mim Facebook está seguindo a modinha dos drones, coisa de adolescente), necessitam de um maior estudo dos materiais para sobreviverem com tantos rotores consumindo energia além do sistema.

Por que não é altruísmo?

Porque como já dei “spoiler” o Google firmou parceria com empresas de telecomunicação desde já, para que ele possa usar as ondas que elas fariam uso se tivessem o interesse de implantar mais pontos de transmissão. Com isso, a Google fisgou as possíveis concorrentes como parceiras no projeto (jogada de gênio). Claro que com isso a tal proposta altruísta e antitotalitarista foi tudo por água abaixo, já que o Google não irá comprar briga com os países que não permitirem que seus balões sobrevoem seu território. Então nada de vir um ativista e dizer que o Google vai colocar internet livre na mão de oprimidos, isso não irá acontecer.

O objetivo final do Projeto Loon é se pagar e gerar lucro. Claro que isso será feito da forma que gerar a melhor imagem ao Google. Já fizeram testes até em escola brasileira e funcionou. Os balões serão realmente como antenas móveis, já que serão implantados sistemas que permitam que as operadoras de cada localidade usem-nos como transmissor de seu sinal. Então a ideologia da rede gratuita, anda pode estar presente, mas cada vez mais escondida.

Outro meio de aquisição de lucro é como essa será a fonte de novos clientes de internet, cada vez mais a rede precisa de mais clientes para se sustentar, já que a internet ainda vende a ideia do filme “Matrix”, sendo o lugar onde tudo é possível.

Mais sobre o projeto:

Além dos dados semi-técnicos já citados, o Projeto Loon conta com que os balões sejam capazes de oscilações de altura para escolherem a direção de deslocamento com base na direção dos ventos por camada de ar. O ar pode se deslocar com ventos em diferentes direções conforme se afasta do solo. Para prever e direcionar os balões, foi adicionado um sistema ligado ao monitoramento climático mundial, desta forma melhorou-se a precisão do movimento da navegação. A intenção é que os balões sejam capazes de sair de um ponto em comum e chegar ao seus destinos. Bom saber que os ventos estratosféricos chegam a até 300km/h.

O sistema deve funcionar com balões distanciados até 40km uns dos outros e não devem cobrir todo o planeta, mas somente áreas habitadas onde as empresas atuais tem dificuldade de levar o sinal da internet.

Fora isso somente o mimimi de sempre com empresas já chorando de antemão que os parceiros do Google terão prioridade da tecnologia e sinal do Projeto Loon. Mas o que você esperava? Que quem ajudou a fazer não quisesse uma contrapartida?

Bem pessoal é isso por agora.

Um grande abraço!

20151022_132555Ronaldo Mendes Salles – Engenheiro Civil

Fundador do Engenheiro de Pijama e eterno curioso daquilo que virá, daquilo que já é e daquilo que já foi.

 

 

 

Fontes e imagens:

Google – Divulgação

MIT Technology Review

One thought to “Balões e festa para Loon”

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