As 3 leis: da programação, para as telas, para os carros.

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O tema da automação está muito quente nos últimos anos e o setor automotivo é a vedete da vez. Mas é claro que você já sabe disso, então qual a “novidade da semana”?

A questão mais interessante que se faz agora é como podemos fazer os veículos entenderem no que estão batendo. Sim, este é o foco real da preocupação da agência nacional americana de segurança no transito (NHTSA).

Vamos supor se um veículo está em uma situação onde é impossível evitar uma colisão. Conforme matéria publicada no MIT Tech Review, como decidir entre bater em um carrinho de compras de mercado ou uma pessoa atravessando na frente do veículo? Os sistemas disponíveis hoje não seriam capazes de fazer a distinção entre os dois “objetos” e assim o carro poderia escolher colidir com o objeto menor e não com o carrinho, causando uma morte “desnecessária”.

Não há como observar as discussões sobre o assunto e não pensar nas leis da robótica. O filme “Eu, robô” também tenta relatar de certa forma, este dilema ético, quando o personagem vivido por Will Smith lamenta a escolha de sobrevivência que uma máquina tomou a seu favor. 

Como fazer um sistema automatizado decidir pelo menor dano as pessoas?

Possivelmente seriamos capazes de melhorar a possibilidade de detecção com sistemas de calor e também reconhecimento facial. Mas ambos os sistemas podem falhar miseravelmente em condições típicas do dia-a-dia. Os sistemas de calor perdem parte de suas funções quando comparamos motores a combustão, produzindo calor como corpos de sangue quente, ou a dificuldade de detecção em um dia muito quente. Os sistemas de reconhecimento facial tem usado processamentos de auto-interpretação (design learning), que já interpretam desenhos como faces.

Um ponto levantado por Ryan Calo (especialista em robótica pela universidade de Washington), é que será muito provável ver robôs salvando muitas vidas, mas cometendo erros básicos, que nenhum humano cometeria. Mas e se mesmo assim o sistema “defeituoso” ainda fosse capaz de salvar uma massa de milhares de pessoas por dia? Fica a dúvida do “bem maior”.

Mas não vamos nos focar nos problemas, apesar de ser essa visão deles que nos levará a corrigí-los.

Mesmo não havendo uma resposta imediata, identificar o problema é um passo mais concreto em direção à solução.

Apesar das ocorrências recentes, onde eu critiquei a própria NHTSA sobre o caso da Tesla, eu apoio o passo dado. Não posso imaginar uma ação mais adequada de uma agência de prevenção. Tomar posições legais preventivas e não reativas.

Adição de muitos sistemas de medição de massa, temperatura, reconhecimento, etc. Poderiam apontar a solução, sendo capazes de criar um “ambiente virtual” para simulação.

Mas teríamos tempo de resposta para tantos dados em poucos décimos de segundo? Quanto custaria este tipo de equipamento?

Decisões críticas a serem tomadas, que podem trazer todos os projetos de volta às pranchetas dos programadores e desenvolvedores.

E então temos mais questões éticas a serem colocadas em balanço: manter todos os projetos de softwares em sigilo absoluto, ou contar com colaboração aberta no desenvolvimento?

Ainda muito mais por vir na montanha russa da automação automobilística.

Um grande abraço!

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