Armazenar e gerenciar

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Lendo uma matéria sobre os planos de expansão do Dropbox acabei notando uma certa tendência de mercado de serviços complementares para a eficiência das empresas.

Muitas empresas utilizam softwares (quer sejam via Web ou instalados nas máquinas) para organização de tarefas, cronograma e controle de fluxo de trabalho. Algumas empresas limitam o uso dessas tecnologias somente para trabalho remoto, mas podem ser aplicadas a todos os tipos de tarefas.

Tenho experiência de trabalhar com um desses softwares, o Asana.

Para quem não conhece, o Asana não é nada mais que um organizador de tarefas. Mesmo na versão grátis é possível montar um grupo de até 15 pessoas e gerenciar tarefas. Nele se criam grupos de trabalho e se designam tarefas com data de término. Dentro de cada tarefa existem campos de título, responsáveis e descrição do serviço esperado. Também é possível carregar arquivos anexos em cada uma das tarefas.

Apesar de precisar de um pouco de tempo para se acostumar, ele realmente facilitou o controle das tarefas. Claro que também abriu outras brechas de problemas técnicos que enfrentamos.

Uma dica, nunca use-o em um navegador com a opção de traduzir o conteúdo automaticamente.

O programa foi um passo positivo para a empresa, mas ficou em segundo plano pela falta de interesse de adaptação de pessoas chave.

Um dos principais problemas que enfrentamos na época (fora o tradutor), foi a armazenagem de arquivos pertinentes a cada tarefa. Parecia faltar uma centralização ou algo que facilitasse a estocagem de arquivos e seu acesso no futuro. O sistema ficou sobrecarregado quando anexamos um grande número de arquivos em cada uma das tarefas.

Então o programa de agendamento e produtividade tinha um problema crítico (ao meu ver) na estocagem de dados e sua organização, o que era depreciativo ao seu valor.

Do outro lado, temos outro produto que utilizei simultaneamente e este ainda uso, o Dropbox. Este sendo apenas um drive virtual, oferecia a organização e segurança de dados, mas nada além.

Agora (na verdade em teste desde 2015) a empresa está expandindo seu mercado através da valorização de seu pacote de serviços. 

Para angariar mais interessados e aumentar sua receita com empresas, será oferecido um sistema agregador de arquivos e tarefas. Até então o chamado “Paper”, terá a função de representar a nova tendência da empresa.

A ambição e objetivo da empresa é que o “Paper” chegue a ser sistema de distribuição de tarefas e arquivos, com o objetivo de aumentar a produtividade.

Quem estuda ou estudou algo sobre empreendedorismo, já ouviu falar desse tipo de sistema de trabalho. Criar metas mais definidas e descritas, ajuda no controle do que se espera de um serviço ou funcionário.

Já a questão de organizar e aproximar as “peças” necessárias ao trabalho, o modelo historicamente comprovado de Henry Ford dispensa apresentações.

Com estes aspectos, vejo uma possível vantagem de mercado para a empresa. Ainda não se sabe se este serviço seria um acréscimo comprável às contas empresariais ou estaria incluso nos planos.

Até o momento, o “Paper” é apenas um local virtual, onde podem se acessados documentos do Google Drive, planilhas de Excel, documentos em PDF, etc.

Qual tem sido a estratégia de mercado da Dropbox?

Dropbox para empresas foi um produto mais tardio, mas que foi impulsionado pela sua rede de contatos profissionais de forma orgânica.

O Dropbox conseguiu fazer com seu produto, o que o LinkedIn se propõe tanto, ser transmitido de profissional a profissional.

Vamos a um flashback:

Primeiramente o armazenamento gratuito gera interesse pelo produto. Posteriormente (ou por um problema) se enxerga uma necessidade de backup. Com o tempo, a facilidade de possuir praticamente “todos” seus dados disponíveis a qualquer hora, desperta o interesse de outros.

Profissionalmente o dropbox começou a ser usado por funcionários dentro de empresas. Eles podiam trazer seu portfólio, técnicas e materiais com maior facilidade.

De acordo com as pesquisas de mercado, o uso de softwares por funcionários tem despertado interesse de empresários na implantação dessas tecnologias.

Este é o nicho onde ela deseja atuar de forma mais agressiva, pois se compararmos os valores de assinaturas teremos o seguinte:

  • US$ 100,00 por usuário pessoal por ano
  • US$150,00 por funcionário em seus planos integrados para empresas.

Mesmo que este valor pareça alto para empresas de pequeno porte (principalmente com nossa taxa de câmbio tão desvantajosa), quanto mais uma empresa depende de confiabilidade e segurança e agilidade na recuperação e acesso de suas informações, maior a tendência de contratar um serviço deste tipo.

Existem empresas hoje que contam com mais de 10.000 contas de funcionários em seus planos.

Desta forma a empresa (uma unicórnio em 2013) vem para tentar provar que com o passar do tempo, alguns unicórnios podem valer à pena.

Mas entenda que valer a pena ainda é obter algum retorno.

Mesmo os investidores não acreditam que até o fim de 2017 a empresa seja capaz de valer os US$ 10 bilhões que recebeu de investimento em sua fundação.

Somente para constar, o faturamento já chegou aos US$ 750 milhões, mas como a valorização das empresas do setor está em cerca de 4 a 5 vezes seu faturamento, ela precisaria faturar ao menos US$ 2 bilhões ao ano.

O caminho não será fácil!

Empresas de grande porte começaram a algum tempo a oferecer espaço virtual grátis para armazenamento. Com isso elas esperam obter novos clientes, assim como era a proposta original do Dropbox.

Agora resta acompanhar como isso se desenvolve. No momento estamos presenciando o que ocorre com uma idéia que se consolida no mercado virtual.

Vê-se que assim como no “mundo real” um produto que dá certo e vende, acaba sendo copiado por outros.

Um grande abraço!

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