Ajudar ou fazer, a brutal diferença entre sistemas.

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Assistindo a mais uma bateria de vídeos e palestras do TED, encontrei um assunto interessante levantado por Chris Urmson. Até onde os sistemas de auxílio irão realmente ajudar os motoristas?

Ninguém nega que o motorista é a variável mais imprevista do trânsito. A forma que nós humanos nos comportamos no trânsito é tão randômica que são criados a todo momento novos sistemas para ajudar na detecção de movimentos perigosos.

Hoje temos sistemas que regulam a velocidade em algumas vias, freiam quando o veículo da frente está mais lento, avisam de aproximação fora do campo de visão, estacionam sozinhos, etc. Mas a questão levantada por Chris é outra. Quanto mais nós nos entregamos à tecnologia mais nos tornamos dependentes dela. Entregamos nossa confiança no que não conseguimos entender e apenas pensamos: Funciona, então tudo bem.

Com carros com sistemas bem simples, como os de controle de velocidade de cruzeiro aplicados em carros. Nesses sistemas, enquanto o motorista não efetuar nenhuma modificação na força motriz do carro (acelerar, frear, trocar de marcha), ele manterá a velocidade do veículo. Com essa simples modificação na condução já podemos observar que os motoristas prestam menos atenção aos instrumentos do veículo e se torna mais descuidado.

A hipótese que Chris levanta é justamente esta, que quanto mais os humanos confiarem nos sistemas de “auxílio” mais eles entregarão suas preocupações à responsabilidade do sistema de processamento do veículo. Infelizmente, essa desatenção por parte dos motoristas pode ser fatal, por como são descritos, os sistemas de auxílio não são capazes de dirigir o veículo, apenas capazes de dar alertas em emergências. Então se quisermos realmente reduzir os problemas de transito não devemos nos fixar nas assistências, mas sim diretamente nos sistemas realmente autônomos.

Apesar de já ter discutido em outra postagem sobre os sistemas serem muito suscetíveis aos fatores climáticos ainda sim, no geral são muito mais avançados que a percepção humana. Como acontece em praticamente todos os campos da tecnologia, existem momentos em que o hardware necessário já é o bastante, mas ainda é necessário o desenvolvimento de melhores algorítimos para interpretação dos dados.

Google é quem aposta muito nos sistema e tem investido muito de sua infraestrutura no assunto. Claro que não devemos nos deixar levar somente pelas palavras daqueles que tem interesse na popularização de alguma tecnologia. Mas mesmo assim, pretendo dar créditos aos desenvolvedores, sempre priorizando a pioneiria.

O interessante é que esse é um confronto direto entre a Google e a Tesla, já que ambas acreditam estar desenvolvendo carros ao ponto da automação total, mas seguindo filosofias completamente diferentes e desafiando diretamente uma à outra.

20151022_132555Um grande abraço.

Ronaldo Mendes Salles

 

 

 

Fontes e imagens:

TED

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