Adutoras, transmissão e materiais viáveis

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Palestra do Eng. Pedro Alves Silva na BW Expo.

A palestra apresentou uma série de casos de execução de redes de adutoras feitas em diversos materiais e em prazos tanto quanto difíceis.

Durante a palestra o Eng. Pedro Alves deixou bem claro as dificuldades mais recorrentes que ele enfrenta: interferência com infraestrutura existente de estradas, outras obras públicas, linhas elétricas e rochas. Infelizmente ficou claro pelo engenheiro que as interferências são usualmente falta de cadastramento de interferências, resultado de prazos de execução impostos e incabíveis feitas pelos seus superiores. A crise hídrica faz mais uma vítima, além dos moradores das regiões afetadas, as obras públicas são vítimas da falta de planejamento de longo prazo dos governos (o que não aconteceu em Campinas conforme visto na postagem anterior).

Prazos de entrega dos tubos
Prazos de entrega dos tubos

Para atender solicitações difíceis e que fogem do padrão de conforto são necessários métodos mais apurados (além de vez em quando cortar caminhos como evitar licitações e etc, mas vamos esquecer a parte ruim tão evidente) e esses métodos podem apresentar alguma melhoria para o futuro. No caso, o que foi obtido é uma referência interessante de produtividade entre os materiais viáveis para a execução dos trabalhos, contando desde a compra até o fim dos trabalhos. Na experiência com as condições apresentadas pelo Eng. Pedro Alves os tubos de PEAD ganharam de longe, recebimento de material 20 dias antes dos tubos de ferro fundido (segunda opção mais rápida nesse quesito), em prodição por 30 dias de trabalhos os tubos de PEAD novamente superaram os demais com 1800 m em trechos retos e com flexibilidade para execução de curvas enquanto os tubos de ferro fundido produzem 1050 m e cada curva leva em torno de 1 dia de execução.

A eficiência dos tubos após a execução foi a cereja do bolo, pulsos de pressão com propagação 3 vezes menor e 13% melhor que os tubos de aço em aproveitamento de carga hidráulica.

A conclusão do palestrante é que o preço dos materiais é pouco diferente em diâmetros até 1000 mm sendo que os tubos em PEAD são muito mais favoráveis em termos de produtividade. E essa parece ser a tendência do setor, sendo até então o PEAD a atual evolução das tubulações, dificilmente haverá alguma oposição à esta mudança que vem ocorrendo há algum tempo no cenário nacional.

Um grande abraço.

Ronaldo Mendes Salles

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